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The Magdalena Project e o Projeto
Vértice Brasil
O Projeto Vértice Brasil
é uma iniciativa que visa ampliar e sedimentar
uma versão brasileira para o Projeto
Magdalena (The Magdalena Project) – uma
rede internacional de mulheres de teatro contemporâneo,
criada em 1986 pela atriz e diretora Jill Greenhalgh,
no País de Gales. O Projeto Magdalena
tem o compromisso de fomentar a consciência
da contribuição da mulher ao teatro
e apoiar a experimentação e a
pesquisa, oferecendo oportunidades concretas
para o maior número possível de
mulheres. Ele conta com uma estrutura singular
que lhe permite funcionar internacionalmente
e de ser adotado e ampliado por mulheres em
todo o planeta.
Desde seu surgimento, centenas
de mulheres praticantes de teatro em todas as
partes do planeta têm se engajado em projetos
que vêm criando oportunidades para colaboração
artística e criação de
correntes de apoio mútuo, tendo gerado
grande número de encontros e festivais,
alguns já sedimentados em países
como Noruega, Nova Zelândia, Bélgica,
Austrália, Colômbia, Espanha, Alemanha,
Argentina, País de Gales e Dinamarca.
Seus objetivos incluem a criação
de condições para que as mulheres
possam produzir trabalhos que aprofundem suas
reflexões a respeito de suas próprias
experiências e a criação
de um fórum para gerar visibilidade à
produção teatral feita por mulheres.
Festivais, encontros, palestras, workshops,
documentários, livros, filmes, publicações
periódicas e um site (www.themagdalenaproject.com)
são meios através dos quais essa
conexão tem tomado forma. Hoje, o projeto
dispõe também de uma revista especializada
de alta qualidade editorial - Open Page -, publicada
anualmente pela Editora do Odin Teatret. Em
2006, foi lançado o livro “The
way of Magdalena”, que, somando-se ao
já existente “Magdalena –
International Women’s Experimental Theatre”
(1989), relata o histórico e o desenvolvimento
do projeto internacionalmente.
Nos primeiros anos de atividade,
o projeto priorizou ações que
abrissem espaço e gerassem possibilidades
às mulheres de conhecerem e aprenderem
a partir da experiência alheia. Perguntas
como "o que as mulheres estão propondo
em sua prática teatral?" nortearam
os primeiros encontros, abrindo espaços
de diálogo e troca. Mais tarde, as temáticas
passaram a abordar desde treinamento físico
e vocal até as dinâmicas de sobrevivência
em estruturas de organização,
como grupos e companhias.
A proposta de criar uma versão
brasileira teve início em 2004, quando
a coordenadora do evento Marisa Naspolini participou
do encontro e festival Roots in Transit, realizado
em Holstebro, na Dinamarca. Desde então,
ela vem fomentando encontros de discussão
e trocas com atrizes, pesquisadoras e diretoras
de Florianópolis sobre as questões
levantadas pelo Projeto Magdalena. A partir
da realizaçao do evento Vertice Brasil
2008 esta rede se estabeleceu efetivamente no
Brasil com a presença das fundadoras
do The Magdalena Project Julia Varley e Jill
Greenhalgh. Esta iniciativa pretende manter-se
continuamente atualizada e ativa através
das continuas parcerias entre artistas brasileiras
e do resto do mundo, alimentada pelas conexões
estabelecidas pela rede The Magdalena Project
e pelos frutos dos encontros do Vértice
Brasil.
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